Infraero diz que mercado da Paraíba ainda não atrai voos

Alexandre Oliveira Superintendente INFRAERO no Aeroporto Castro Pinto.
As poucas opções de voos que partem de João Pessoa refletem o mercado ainda fraco da Paraíba em relação a outros estados. É o que acredita o superintendente da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) no Aeroporto Castro Pinto, Alexandre Oliveira. “Mercados fortes atraem mais voos. Mercados menos fortes atraem menos voos. Nenhuma empresa aérea, nos dias atuais, assume rotas não rentáveis”, afirmou.

Segundo ele, é preciso investir para desenvolver cada vez mais o mercado da Paraíba, para demonstrar às empresas que o Estado tem potencial e demanda que justifiquem a criação de novos voos. Alexandre disse que o processo não é rápido por causa da complexidade de interação entre os diversos atores envolvidos. Mesmo assim, ele defende que a situação está bem melhor e dá sinais claros de melhoria contínua.

Para o presidente da Associação Brasileira de Agentes de Viagens na Paraíba (Abav-PB), Roberto Brunet, para as empresas criarem novos voos, é preciso ter demanda que justifique. No entanto, ele considera que a situação é bastante negativa e a demora nos voos desestimula o tráfego para a Paraíba, prejudicando o turismo.

 “São destinos que poderíamos chegar em uma hora ou uma hora e meia se tivéssemos voos diretos. Estamos prejudicados neste sentido. O ideal seria pleitear novos voos para o turno diurno, porque na madrugada já estamos lotados e tem a capacidade da Infraero de ter novas rotas.

 Mas para a concessão tem que ver a atual necessidade porque para Recife e Natal, por exemplo, não há essa demanda porque as pessoas acham melhor ir de carro ou ônibus por causa da proximidade. Tem que ser locais que tenham um fluxo diário para ter ocupação”, afirmou. 

Segundo Roberto Brunet, as empresas estão garantindo voos para locais de acordo com as vantagens do mercado. Por isso, disponibilizam aeronaves para as rotas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Ele destacou que o Estado tem que trabalhar para criar essa demanda e incentivar o mercado. 

“A partir do momento que a gente tiver o Centro de Convenções, realmente vamos precisar de novas rotas na malha aérea. São fatores como esses que são decisivos para mudar o quadro”, destacou o presidente da Abav-PB.

Fonte:  Jornal Correio da Paraíba / Portal Turismo em Foco

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2 comentários sobre “Infraero diz que mercado da Paraíba ainda não atrai voos

  1. acho que o fato de um aeroporto não atrair voos não está na demanda e sim nas baixas taxas de ocupação por aeronave. É incrível como um superintendente da infraero se baseie apenas nas poucas opções de voos do Castro Pinto, quando deveria de fato observar as altas taxas de ocupações dos voos deste aeroporto. Se comparar com outros aeroportos, João Pessoa está muito a frente. Para se ter uma idéia, o aeroporto Castro Pinto teve uma taxa de ocupação em 2011 de 85,67 passageiros por aeronave, sendo que essa taxa só foi inferior a taxa de Fortaleza que foi de 85,75 passageiros por aeronave. Isso significa que o aeroporto Castro Pinto ficou a frente de todas as outras capitais do nordeste, exceto Fortaleza. Essas taxas para algumas capitais do nordeste foram:Aracaju 52,80Salvador 66,63Recife 75,93Natal 85,31

  2. ou seja, já temos demanda pra mais, segundo mostram as taxas aí do anônimo.agora, "O ideal seria pleitear novos voos para o turno diurno, porque na madrugada já estamos lotados e tem a capacidade da Infraero de ter novas rotas"? como assim, "seria"? o que faz o nosso superintendente que não está providenciando isso?

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