Clássicos da Aviação: Embraer EMB-110 Bandeirante

O Embraer EMB-110 Bandeirante é um avião turbo-hélice com capacidade de 15 a 21 passageiros, para uso civil ou militar, desenvolvido pela fabricante brasileira Embraer.
 
Histórico

No final da década de 1960 o governo brasileiro desencadeou uma política de expansão da indústria nacional, época em que havia a necessidade de se obter um avião de propósito geral, para uso civil e militar, a ser utilizado no transporte de cargas e passageiros. 

Desta forma promoveu o desenvolvimento de uma nova aeronave, que viesse a operar com baixo custo operacional e fosse capaz de ligar regiões remotas e dotadas de pouca infra-estrutura.

  

Coube a uma equipe do Centro Técnico Aeroespacial, liderada inicialmente pelo projetista francês Max Holste, a missão de desenvolver o produto.

Nasceu assim o Bandeirante, primeiro avião comercializado pela então estatal Embraer, e o primeiro grande voo da empresa rumo ao sucesso, com a venda de 501 unidades para diversos países, incluindo forças armadas.

Bandeirulha

Usado para o transporte de passageiros, carga, busca e salvamento, reconhecimento fotográfico, originou também uma versão de patrulha marítima, o Embraer EMB-111 Bandeirulha.

Operadores Militares
Principais Operadores Civis

 Versões 

  • EMB-100 – modelo de pré-série do projeto IPD/PAR 6504 do CTA (conhecido na FAB como YC-95) equipado com motor turboélice Pratt & Whitney Canada PT6A-20 de 550HP, janelas ovais e capacidade para oito passageiros. Foram construídos três aviões. Primeiro voo: 22 de outubro de 1968.
  • EMB-110 modelo de produção inicial para transporte militar com doze lugares. Equipado com motores Pratt & Whitney Canada PT6A-27 de 680HP em naceles redesenhadas alojando completamente o trem de pouso recolhido. Comprimento da fuselagem de 13,74 m e peso máximo 5.300 kg. Primeiro vôo: 9 de agosto de 1972. Designação na Força Aérea Brasileira: C-95.
  • EMB-110A – versão de calibragem de auxílios à navegação com capacidade para até seis passageiros/operadores. Designação na Força Aérea Brasileira: EC-95.
  • EMB-110B – versão de aerofotogrametria com câmaras Zeiss e aviônicos adicionais com capacidade para até cinco passageiros/operadores. Designação na Força Aérea Brasileira: R-95.
  • EMB-110B1 – versão especial do EMB-110B com alternativa de conversão rápida para transporte de até catorze passageiros. Duas unidades construídas, uma para a Força Aérea do Uruguai e outra civil.
  • EMB-110C versão de transporte civil com quinze (as vezes doze ou dezesseis) lugares, desenvolvido especialmente para atender o transporte aéreo regional. Cinco exemplares foram fornecidos para a Força Aérea do Uruguai.
  • EMB-110C (N) – versão especial do EMB-110C com dispositivos antigelo fornecido para a Marinha do Chile.
  • EMB-110E – versão de transporte executivo do EMB-110C com seis/oito lugares.
  • EMB-110E (J) – versão do EMB-110E com equipamento especial.
  • EMB-110K1 – versão de transporte militar com capacidade para 1.650 kg entregue a partir de maio de 1977. Equipado com motores Pratt & Whitney Canada PT6A-34 de 750HP, deriva ventral, comprimento da fuselagem de 14,60 m, porta de carga traseira e porta extra de passageiros/tripulação. Designação na Força Aérea Brasileira: C-95A.
  • EMB-110P – versão de transporte civil do EMB-110K1 com dezoito lugares. Equipado com motores Pratt & Whitney Canada PT6A-27 ou PT6A-34. Primeiro vôo: janeiro de 1976.
  • EMB-110P1 – modelo de conversão rápida passageiros/carga do EMB-110P.
  • EMB-110P2 – modelo de conversão rápida passageiros/carga do EMB-110P com até 21 lugares, sem porta de carga e com peso máximo de 5.670 kg.
  • EMB-110P1 (K) – versão de conversão rápida passageiros/carga do EMB-110K1 com carga útil semelhante. Designação na Força Aérea Brasileira: C-95B.
  • EMB-110P1SAR – versão SAR do EMB-110P1 (K) com acomodações para seis macas e peso máximo de 6.000 kg. Designação na Força Aérea Brasileira: SC-95B.
  • EMB-110P1A – versão civil, com as subvariantes EMB-110P2A, 110P1A/41 e 110P2A/41 iguais a P1 etc, mas com diedro dos estabilizadores horizontais de 10°, melhor isolamento acústico e outras alterações. Entregue a partir de dezembro de 1983. Designação na Força Aérea Brasileira: C-95C.
  • EMB-11OS1 – versão de pesquisa geofísica do EMB-110C com maior volume de tanque interno da asa, haste de magnetômetro na cauda, dois operadores de equipamentos e motores Pratt & Whitney Canada PT6A-34 de 750HP. Um modelo civil vendido.

 Outros dados
  • A aeronave é conhecida no exterior como bandit (bandido).
  • Teve 29 acidentes fatais na sua longa carreira.
  • O último acidente aconteceu em Cascavel, no estado do Paraná, no dia 19 de maio de 2010, quando o Bandeirante prefixo PT-GKQ, da empresa Taxi Aéreo Weiss, pousou fora da pista do Aeroporto de Cascavel, que se encontrava fechado devido à neblina. Os dois tripulantes que insistiram na manobra, mesmo tendo sido avisados sobre a condição do aeroporto, nada sofreram, mas a aeronave ficou destruída.

Fim do Projeto

A última unidade fabricada foi entregue à Força Aérea Brasileira, em maio de 1990, encerrando-se assim um importante ciclo na indústria aeroespacial brasileira.


Foram construídas 501 unidades, das quais cerca de 185 continuam em operação. O conhecimento agregado com o Bandeirante, levou a Embraer a criar uma nova aeronave, maior, mais rápida e com cabine pressurizada, o Embraer EMB-120 Brasília.


Ficha  Técnica

 

Embraer EMB-110 Bandeirante
 
Descrição
Fabricante: EMBRAER
Primeiro voo: 22 de outubro de 1968
Tipo: Avião de Transporte
Capacidade: 15 a 21 passageiros
Tripulação: 2 a 3 Tripulantes
 
Dimensões
Comprimento: 15,08 m
Envergadura: 15,32 m
Altura: 4,73 m
Aréa (Asas): 29 m²
 
Peso
Peso bruto máximo: 5.670 kg

Propulsão
Motores: 2 motores Pratt & Whitney PT6A-34
Potência: 2.051 kW (2.750 shp) cada


Performance
Velocidade máxima: 426 km/h
Alcance: 1.900 km (MTOW)
Teto máximo: 8.260 m
 

Fonte: Wikipédia 
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