Aviação Nacional: Trabalhadores da aviação civil voltam a ameaçar greve durante o Natal e o Ano Novo

Os funcionários de companhias aéreas marcaram uma assembleia para a próxima segunda-feira (17), a fim de prosseguir com a campanha deste ano por aumento salarial. O encontro deverá ser em São Paulo ou no Rio de Janeiro, e deverá discutir a possibilidade de greve durante o período de festas de fim de ano.

A categoria – que inclui os aeronautas que trabalham a bordo, como comissários e pilotos, e os aeroviários, que atuam em solo – suspendeu ontem (13) uma greve de advertência, após uma assembleia geral realizada em São Paulo.

Eles estão em negociação desde setembro com as companhias aéreas. De acordo com o SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas), os funcionários lutam por um aumento real, enquanto as companhias oferecem índices iguais ou abaixo da inflação, conforme a faixa salarial. Para os aeroviários, o índice reivindicado é de 10% para quem ganha o piso salarial, e 7% para os demais profissionais. Para os aeronautas, o percentual sobe para 11,4%.

As empresas ofereciam, inicialmente, 1,5% de aumento salarial, mas o índice foi elevado a 6% durante a assembleia de ontem. Isto fez com que a categoria suspendesse a paralisação, mas continuasse em estado de greve – situação em que os trabalhadores se mantêm mobilizados, prontos a parar a qualquer momento.

 “A paralisação só foi suspensa devido ao avanço das empresas e em respeito aos cidadãos”, afirmou ontem Gelson Fochesato, presidente do sindicato. Depois da assembleia, os trabalhadores seguiram para o aeroporto de Congonhas, na capital paulista, onde realizaram um protesto.

Ainda segundo o SNA, os representantes das empresas cancelaram uma reunião entre as duas partes prevista para esta sexta-feira (14). O sindicato diz que irá mobilizar o Ministério Público e outras instâncias oficiais para reabrir a negociação.

Confusão e possível paralisação

Já a presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, recebeu a notícia de que liminar concedida às empresas aéreas fazia exigências que dificultariam a paralisação. Uma delas determinava que 90% dos empregados permanecessem trabalhando.

Segundo o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores na Aviação Civil, Celso Klafke, a informação sobre a liminar chegou truncada às assembleias dos aeronautas e dos aeroviários – a entidade congrega as duas categorias. Os trabalhadores, que discutiam a decretação da greve, manifestaram revolta e suspenderam a paralisação.

Os sindicalistas disseram que a vice-presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), Maria Cristina Peduzzi, abriu prazo para que os sindicatos informassem se o movimento grevista fora iniciado, e qual o quantitativo de empregados ficaria disponível para atender as demandas.

Depois, a ministra divulgou despacho confirmando que não houve decisão sobre a liminar requerida pelas empresas. As companhias pediam a fixação de multa diária, caso o Sindicato Nacional dos Aeronautas não mantivesse ativos 90% dos postos de trabalho.

Selma Balbino alertou que, se não houver uma nova proposta das empresas, poderão ocorrer paralisações durante o Natal e o Ano Novo.
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