Aviação Nacional: Aéreas registram aumento na taxa de ocupação em voos de novembro

Durante o mês de novembro de 2012 as empresas associadas da ABEAR – Associação Brasileira das Empresas Aéreas produziram 9,29 bilhões de assentos-quilômetros (ASK), transportando um total de 6.363.229 passageiros, que demandaram 7,09 bilhões de passageiros-quilômetros pagos (RPK).
Nesse período, a indústria de transporte aéreo apresentou retração na oferta de 5,62% e na demanda de 2,35%, se comparadas com o mês de outubro desse ano. Isso elevou em 2,55% o fator de aproveitamento (Load Factor – RPK/ASK), de 73,73% para 76,28% em novembro.
 “Esses números já refletem o momento em que o setor aéreo vive atualmente. As empresas estão revendo suas estratégias para melhorar a taxa de ocupação de seus voos e, com isso, aumentar sua rentabilidade e tentar manter os preços das passagens, sem repassar para os consumidores as dificuldades enfrentadas pelas empresas durante este ano”, diz o presidente da ABEAR, Eduardo Sanovicz.

O comparativo entre as associadas mostra que, no mês de novembro, já é possível sentir a contração na oferta de assentos da TAM, com queda de 3,14%. A TRIP também apresentou retração na oferta, com queda de 6%, enquanto a AZUL manteve-se estável, com aumento de 0,15% na oferta.
A AVIANCA continua no seu processo de expansão, e ofereceu 4,29% a mais de assentos-quilômetros em novembro, comparado a outubro. Os dados da GOL e da WEBJET já foram consolidados, o que levou a uma expansão na oferta da GOL em 2,75% e um incremento na demanda de 1,96%.
 Entretanto, a demanda total de passageiros diminuiu. AVIANCA, AZUL e TAM viram a procura por seus serviços aumentar em 5,00%, 3,70% e 2,51%, respectivamente. A TRIP teve retração na demanda de 1,02%. Em termos de participação de mercado na demanda, a AVIANCA alcançou 6,43%; a AZUL, 9,97%; a GOL, 35,63%; a TAM, 43,36% e a TRIP, 4,61%. Em aproveitamento de voos a AVIANCA continua líder, com 82,75% dos assentos ocupados.
2012: ano difícil – 2013: realidades diferentes
Para o setor de aviação civil, 2012 pode ser considerado um ano difícil, em que a rentabilidade das empresas ficou comprometida devido a entraves, como o aumento do preço do combustível, alta do dólar, taxas e tarifas de navegação aérea, infraestrutura e, ainda, o ritmo desacelerado da economia global.
 Mesmo com o crescimento abaixo do esperado, em que companhias mais consolidadas no mercado como GOL e TAM vêm diminuindo sua oferta, AVIANCA e a AZUL têm mantido uma tendência de crescimento, elevando ou pelo menos mantendo sua oferta. “Tivemos até um aumento em rotas e destinos, mas não foi suficiente. O negócio de transporte aéreo é muito ligado ao desempenho da economia, e a situação da economia esse ano também é refletida na realidade das aéreas”, conta Eduardo Sanovicz.
A realidade das companhias em 2013 deve ser diferente, tanto para a aviação regional quanto para a aviação doméstica. “AVIANCA e AZUL/TRIP preveem crescimento, com aumento da oferta, enquanto GOL e TAM veem de um ano de ajuste nas frequências de voos e devem manter essa diminuição da oferta”, aponta Sanovicz.
A perspectiva, portanto, é de que haverá uma diminuição na oferta total, mas a demanda será mantida, para que as taxas de ocupação sejam mais altas, as empresas tenham melhor rentabilidade e o preço médio das passagens também não passe por ajustes muito impactantes.
Equipes reforçadas e aviões reservas na alta temporada

As companhias aéreas associadas à ABEAR, desde a semana passada, já colocaram em prática uma série de medidas, como a disponibilização de aeronaves e tripulações reservas, a fim de evitar problemas nos aeroportos do país durante os meses de dezembro e janeiro.  
“Os associados ABEAR orientam para que os passageiros realizem, quando possível, o check-in on line (web e celular) e nos totens de autoatendimento; atentem para os documentos necessários para passageiros menores de idade; e viajem com malas com o peso permitido e não danificadas”, diz Eduardo Sanovicz, presidente da ABEAR. Para as companhias, estes cuidados garantem filas menores e agilidade no embarque dos passageiros.
Confira as principais ações das empresas aéreas neste período: 
  1. reforço de escala de funcionários em aeroportos na ordem de 10 a 12%; contratação de equipes extras em aeroportos com novos voos; 
  2. reforço nas equipes de manutenção; incremento nos sistemas de Call Center com estruturas preparadas para contingências operacionais e para acionar tripulantes;
  3.  preparação de sistemas de atendimento de check-in capazes de trabalhar off-line (caso ocorram queda de sistema);
  4.  disponibilização de aeronaves reservas por todas as companhias (em dias de pico chegam a 17 aeronaves); 
  5. tripulações reservas;
  6.  e voos extras para os destinos mais procurados.
Na área de aeroporto haverá aumento no número de funcionários de balcão, sala de embarque e check-in. Todas essas equipes são submetidas a treinamentos específicos para atendimento a situações de contingência.

As empresas também cumprem a resolução 141, da ANAC, quando ocorrem atrasos e cancelamentos: garantem alimentação, transporte, hospedagem e comunicação aos passageiros afetados.
Por Adler Corrêa, Spotter JPA no Ar.
*com informações ABEAR 
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