Da Redação: Pontes de Embarque no Castro Pinto um sonho antigo

Pátio de aeronaves do Castro Pinto nos dias de chuva
Há 34 anos sobre administração da Infraero, o Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto – João Pessoa passa a enfretar saturação em seu terminal. Recebendo promessas do Governo Federal, Governo Estadual, Infraero e politicos paraibanos, o aeroporto que é a principal porta de entrada de passageiros nacionais e internacionais não chega a concretizar tais promessas. 
A muito tempo usuários e políticos vem lutando para a realização de melhorias no terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Presidente Castro Pinto em Bayeux na região metropolitana de João Pessoa, uma das principais reinvidicações é a falta de pontes de embarque(Fingers) no aeroporto, equipamento importante para embarque e desembarque dos passageiros nas aeronaves, permitindo assim uma maior segurança e agilidade nas operações

No dia 23 de Julho do ano de 2008 o então Presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) Sérgio Gaudenzi em visita ao estado da Paraíba em razão da inauguração das obras de ampliação e modernização do atual aeroporto fizera um o anúncio da instalação das “pontes” de embarque, motivo de alegria para os que a muito sonharam com tal equipamento no aeroporto.
 
Aeronave da GOL conectada em um finger do Aeroporto Internacional do Galeão no Rio de Janeiro: comodidade que não existe  no Aeroporto Castro Pinto (Foto: Adler Corrêa/Spotter JPA no Ar)
Durante o seu discurso,  Gaudenzi prometera a instalação de “pontes” de embarque no aeroporto, sem fazer menção de quantos conectores seriam instalados. No entanto, as obras realizadas pela Infraero no aeroporto paraibano não incluíram a colocação dos fingers, mas, em função das reclamações de usuários e a ação de alguns políticos da Paraíba, provavelmente a direção da Infraero tenha decidido pela a sua instalação. 

O presidente da Infraero na época confirmara, inclusive, que o pedido para a vinda das “pontes” – foi assim que ele se referiu ao equipamento – já havia sido feito.
Ainda no mesmo ano de 2008 no mês de dezembro a Infraero lançou uma comunicação descartando a instalação das “pontes” no aeroporto da capital paraibana em uma visita técnica de surpresa realizada pelo então presidente da Infraero naquele ano Cleonilson Nicacio, e que segundo ele, “O Castro Pinto conta com seis voos diários e pode atender até 50 voos sem problemas”, disse, dando a entender também de que esta seria a meta a ser alcançada até a realização de novas obras.

Passageiros em fila em uma tarde de muito sol na capital pessoense embarcando no voo da Avianca Brasil (Foto: Planespotter Adler Corrêa/Spotter JPA no Ar)
Passados cinco anos, houve um aumento siginificativo nos números de passageiros e de voos que operam no terminal, sendo hoje realizados cerca de 15 partidas e 15 chegadas totalizando 30 voos pousando e decolando na capital paraibana, resultando na superação da barreira de 1.000.000 de passageiros que passaram pelo Aeroporto nos ultimos dois anos.
Em virtude de tamanho aumento a necessidade da instalação destes equipamentos é essencial para agilidade, conforto e segurança nas operações das companhias aéreas que operam no terminal, a sua  falta vem causando grandes transtornos aos passageiros.
Passageiros embarcando em aeronave da GOL em uma madrugada de chuva na capital. (Foto: Planespotter Adler Corrêa/Spotter JPA no Ar)
 De acordo com alguns dos usuários frequentes do terminal nos dias de muita chuva, os  passageiros muitas vezes se vêem obrigados a esperar dentro das aeronaves a diminuição da chuva para não se molharem no trajeto da mesma até as salas de desembarque, pois os guardas-chuva são poucos para o número de pessoas que desembarcam. Do mesmo modo ocorre com aqueles que embarcam com estas condições de clima adverso.
Além dos transtornos causados pela falta do equipamento nos dias de chuva, também nos dias de muito sol é motivo de reclamação dos passageiros em virtude do forte calor que são obrigados a enfrentar no trajeto da sala de embarque até a aeronave, outra dificuldade relatada é falta de acessibilidade aos que tem mobilidade reduzida(em especial os cadeirantes) que são carregados nos braços quando chegam até escadas de embarque das aeronaves.
Assim, evidenciando a falta de mais um equipamento importante para portadores de necessidades especiais, os ambulifts, veículos com uma espécie de plataforma que são adaptados ao embarque de cadeirantes
Ambulift no Aeroporto de Guarulhos em São Paulo, Equipamento utilizado no embarque de cadeirantes  e pessoas com mobilidade reduzida, outra comodidade que não temos no Aeroporto Pres. Castro Pinto. (Foto: Adler Corrêa)
 De acordo com Alexandre Oliveira Superintende da Infraero no Aeroporto Castro Pinto, a empresa tem conhecimento de todos os incomeodos que a falta do equipamento causa nos passageiros e nas operações das companhias no terminal.
Segundo Alexandro a Infraero não tem planos de instalação no atual terminal, haja vista que já estão sendo realizados estudos de viabilazação da construção de um novo terminal, mais moderno e com pontes de embarque, por enquanto o sonho das pontes de embarque aqui continuará por muito tempo.


Por Adler Corrêa, Spotter JPA no Ar

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