“O desenvolvimento do Aeroporto Castro Pinto se dá a passos largos, em consonância com o do Estado e da Capital”

Superintendente do Aeroporto Internacional Castro Pinto destaca investimentos, Confirma segurança nos voos e diz que a Paraíba está bem posicionada no setor


Com 34 anos de existência, o Aeroporto Internacional Castro Pinto, localizado em Bayeux, comemora um crescimento nunca visto. Novas companhias implantando voos e fluxo crescente de turistas desembarcando no Estado – o que resultou no segundo melhor desempenho do Nordeste no ano passado, segundo a Infraero.
Em 2012, o Castro Pinto recebeu cerca de R$5 milhões em investimentos, que foram injetados em melhorias, por exemplo, na área de check-in e na torre de controle. Para este ano, há recursos da mesma ordem que serão destinados no terminal de cargas, posto de atendimento pré-hospitalar e mais equipamentos de segurança. 
Alexandre Oliveira – Superintende da INFRAERO
do Aeroporto Internacional Pres.Castro Pinto.
(Foto: Divulgação)
Na Infraero desde 1993 e na Paraíba desde 2010, o superintendente do Aeroporto Castro Pinto, Alexandre Oliveira conversou com o Paraíba Total sobre esses resultados e as expectativas da Infraero em relação ao aeroporto que atende a Capital e região.  
“A sinergia resultante da união de todas as entidades responsáveis pelo desenvolvimento turístico e econômico da Capital e do Estado é algo que precisa ser mantido por ter se mostrado, ao longo dos últimos anos, como uma das alavancas dos bons números que temos hoje”, constatou. 
Mestrado em Segurança da Aviação e Aeronavegabilidade Continuada pelo ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica, Alexandre Oliveira também comentou sobre a segurança nos aeroportos brasileiros. Segundo ele, nosso Aeroporto cumpre todas estas regras mundiais nos 30 voos diários de cinco companhias aéreas.
Na entrevista abaixo, Alexandre ainda detalha de que forma o Castro Pinto se prepara para os grandes eventos mundiais e quais as estratégias para assegurar- de forma segura e contínua – a expansão do aeroporto mais importante da região.
O aeroporto completou 34 anos de existência. Houve alguma ação ou investimento para celebrar a data? Quais serão os próximos investimentos e onde serão destinados esses recursos?
 

O programa de investimentos da Infraero é executado anualmente em todos os aeroportos que administramos.  Em 2012, nossos investimentos giraram em torno de R$5 milhões e foram contemplados principalmente: o estacionamento de veículos, a área de check-in, a torre de controle, alguns equipamentos operacionais, o pátio de estacionamento de aeronaves de pequeno porte, dentre outros. 
Para 2013, já temos recursos de investimentos liberados na mesma ordem, contemplando o terminal de cargas, a área dos bombeiros, a torre de controle, o posto de atendimento pré-hospitalar, equipamentos de segurança, novas esteiras de desembarque de bagagens, dentre outros.
Contudo, o ponto alto dos nossos investimentos para este ano é a contratação das obras para a construção de uma nova torre de controle, o que elevará sobremaneira o montante dos nossos investimentos em comparação ao ano anterior.  
A nossa expectativa é a de que a licitação ocorra nos próximos meses.  Ainda não temos o orçamento deste investimento definido, dado que ainda estamos ultimando alguns aspectos técnicos do projeto.

De uma maneira geral, como anda a evolução do aeroporto Castro Pinto, em termos de aumento do fluxo de turistas, de voos para a Capital e de infraestrutura?

Neste ponto, temos muito a comemorar.  O desenvolvimento do Aeroporto se dá a passos largos, em consonância com o desenvolvimento do Estado e da nossa Capital, em termos econômicos e turísticos.  
É inegável, por exemplo, o forte crescimento da nossa indústria do turismo. Temos, por exemplo, que não houve baixa estação no ano passado, os nossos números mensais sempre indicavam crescimento em relação aos períodos anteriores. Costumo dizer que a Paraíba despertou para a importância da indústria do turismo, o que tem reflexo imediato no crescimento do Aeroporto. 

Em comparação aos demais aeroportos do Nordeste, como estamos posicionados?

Em 2012, o nosso desempenho no Nordeste foi o 2º melhor em termos de crescimento da demanda de passageiros. O nosso Castro Pinto teve crescimento inferior ao Aeroporto de Aracaju, em Sergipe, e superior a todos das demais capitais. 
Neste ano, infelizmente, a demanda pelo transporte aéreo no Brasil não demonstra a mesma performance do ano passado. Mas, mesmo assim, percentualmente falando, o nosso desenvolvimento, em comparação com as demais capitais do nordeste, está em 2º lugar, se contabilizado o 1º trimestre deste ano. 
Até agora, somente o aeroporto de Maceió, em Alagoas, supera o nosso em termos de crescimento percentual em 2013.

O senhor é especialista em segurança. Os passageiros paraibano e brasileiro podem se sentir seguros ao viajar pelo País?

A evolução da indústria aeronáutica na área da segurança de voo, em terra e no ar, é uma das mais consistentes que a humanidade pode experimentar. É fato, infelizmente, que acidentes ocorrem em qualquer atividade humana – na aviação não é diferente.  Mas, quando comparamos a quantidade de pessoas transportadas com a quantidade de pessoas envolvidas em acidentes com aeronaves, podemos verificar a supremacia da segurança do transporte aéreo.
O Brasil ocupa posição de destaque no cenário da aviação mundial também em termos de segurança. Temos uma indústria amadurecida que exporta aeronaves e tecnologia para o mundo inteiro, bem como a produção do nosso conhecimento técnico-científico, que é bastante reconhecida mundo afora. 
As regras do transporte aéreo obedecem a uma padronização de procedimentos elencados pela Organização da Aviação Civil Internacional – OACI, órgão da ONU, que trata de todos os aspectos relacionados à aviação no mundo.  
O Brasil, sendo signatário desta organização, se obriga a cumprir as regras estabelecidas, sob pena de não termos nossas empresas aéreas voando em outros países, em caso de desobediência aos regulamentos. Então, o nosso Aeroporto cumpre todas estas regras, por isso temos vários voos operando aqui de forma regular e diariamente. 

Foi resolvida a situação dos controladores de voos, por exemplo, que eram considerados insuficientes por especialistas no setor de aviação?

Não há qualquer histórico significativo de acidentes ou de incidentes no Castro Pinto.  Uma das premissas da segurança no nosso Aeroporto é: sempre que o nível de risco das nossas operações estiver maior do que aquele que estamos dispostos e aptos a aceitar, tais operações não serão realizadas ou adiadas até que a situação volte ao estado normal, a fim de preservarmos a integridade dos usuários. 
Com isso, o paraibano e o brasileiro podem se sentir seguros ao viajar no nosso Aeroporto. Os controladores de voo no Castro Pinto são funcionários da Infraero, boa parte deles paraibanos e excelentes profissionais.
A situação apontada de insuficiência de controladores já está superada, mas não ocorreu aqui no Castro Pinto.  O nosso contingente sempre foi adequado às nossas necessidades – não temos dificuldades nesta questão.

E as construções das prefeituras de João Pessoa, Bayeux e Santa Rita, podem atrapalhar?

Todas as áreas ao redor dos aeroportos têm restrições quanto à ocupação e uso do solo em função do conforto das populações (ruído, por exemplo), quanto à atração de aves que possam colocar em risco as aeronaves em voo, e também para salvaguardar futuras ampliações destes próprios aeroportos.
Neste aspecto, o papel dos municípios é fundamental quando permitem ou não a implantação de áreas residenciais, escolas, indústrias ou outras atividades que causem conflito com as operações e com a segurança do aeroporto. Estamos em permanente diálogo com as prefeituras de Bayeux e de Santa Rita no sentido de evitarmos problemas para o futuro do nosso Aeroporto.

O Castro Pinto tem algum planejamento especial para receber a demanda dos grandes eventos mundiais, como a Copa do Mundo?

Todos os aeroportos da Infraero, de uma forma ou de outra, estão sendo preparados para estes grandes eventos.  No nosso caso, estamos ampliando a área de estacionamento para pequenas aeronaves como mais uma opção aos aeroportos de Recife e de Natal. Temos ainda diversos momentos no Aeroporto em que a nossa infraestrutura está completamente disponível.
Este fator proporciona a tranquilidade para suportar a demanda que por ventura nos seja direcionada por ocasião destes eventos. O nosso planejamento de investimentos está mantido e certamente não teremos dificuldades.  Além disso, todo o nosso pessoal que lida diretamente com os usuários do Aeroporto recebe capacitação em idiomas, atendimento a pessoas portadoras de necessidades especiais, dentre outras mais técnicas.

O Castro Pinto cultiva algum projeto ambiental ou social?

Tínhamos, até o início deste ano, um projeto social (Morada do Betinho) que cuidava de crianças em situação de vulnerabilidade social, mas, por razões alheias a nossa vontade, foi descontinuado.  Estamos trabalhando na reativação do projeto, ainda em 2013, com uma outra instituição similar que tem atividade nas cercanias do Aeroporto.  
O nosso propósito é colaborar com a manutenção do bom funcionamento da instituição de forma a proporcionar um futuro mais promissor e socialmente justo às crianças que moram perto do Aeroporto.

Nos últimos meses, várias companhias abriram voos para João Pessoa. Como o senhor avalia esse fato?

Os aeroportos são espécies de termômetros que medem o aquecimento da economia e do turismo das localidades nas quais estão inseridos.  Este fato, novos voos, é o efeito claro do que está sendo feito em prol do turismo na Paraíba como um todo.  Já são os frutos do trabalho desenvolvido nestes últimos anos pelos órgãos de governo e pelas demais entidades responsáveis pelo turismo.  
A nossa visão de aeroporto, com base no conhecimento que temos do trabalho cada vez mais competente de todos aqui citados, é muito otimista.  Não tenho dúvidas de que o crescimento da nossa oferta de voos só tende a crescer, dado que João Pessoa e a Paraíba estão cada vez mais conhecidas e reconhecidas.  
A visibilidade das nossas atrações naturais e culturais é cada vez maior, pois diversos são os veículos, dentro e fora do Brasil, que nos mostram.  O desenvolvimento econômico de nossas cidades e do Estado, aliado à facilidade do acesso as viagens de avião, também explica estes novos voos, certamente.

  
Algo mais a acrescentar aos leitores do Paraíba Total?

Temos um bom caminho de desenvolvimento à frente, não é mais possível voltar. Os números continuarão aumentando, tenho certeza, mas trarão consigo o desafio do crescimento sustentável.  Este é o ponto, a meu ver, que pode diferenciar a Paraíba e João Pessoa dos demais lugares no Brasil. 
Sustentar o crescimento econômico e turístico com a preservação de nossas belezas, de nossa cultura, do nosso modo de viver e da nossa qualidade de vida pode ser a chave do nosso sucesso. 
A sinergia resultante da união de todas as entidades responsáveis pelo desenvolvimento turístico e econômico da Capital e do Estado é algo que precisa ser mantido por ter se mostrado, ao longo dos últimos anos, como uma das alavancas dos bons números que temos hoje.  
A Infraero tem a missão de estar presente e ativa neste grupo, oferecendo soluções aeroportuárias que aproximem a Paraíba de todas as pessoas que queiram estar nela.
Fonte: Paraíba Total
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