Aeroportuários de João Pessoa decidem se voltam ao trabalho

Assembleia ocorre após TST definir percentuais de volta ao trabalho.
Representante do Sindicato diz que decisão enfraqueceu movimento.

Foto: Adler Corrêa

De acordo com o representante do sindicato, a liminar também determina que 40% dos aeroportuários que trabalham no setor administrativo devem voltar ao trabalho e 70% dos setores operacionais e de segurança.

“Por um lado, o TST determina que a nossa greve é legal. Isso é bom, porque garante que os dias parados não serão descontados. Mas também nos prejudica porque essa decisão enfraquece o movimento. Como há poucos profissionais aqui, a volta de 70% ao trabalho em um setor como o operacional, por exemplo, podemos afirmar que foi um grande golpe na nossa mobilização”, afirmou Cosme Paulino. A decisão liminar do TST impôs aos aeroportuários o pagamento de multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento.

Na terça-feira (6), haverá uma audiência de conciliação entre o Sindicato dos Aeroportuários, a Empresa Brasileira de Administração Aeroportuária (Infraero) e o TST. Segundo o Sindicato Nacional dos Aeroportuários, até lá a greve está mantida. Em João Pessoa, no entanto, a paralisação pode acabar na tarde desta sexta-feira. Uma reunião está marcada para as 14h no auditório do setor de administração da Infraero, localizado em Bayeux, Grande João Pessoa.

“O principal motivo dessa assembleia é analisarmos que rumos vamos dar ao movimento depois dessa decisão do TST. Recebemos orientação do nosso sindicato, mas temos autonomia para decidirmos se voltamos ou não ao trabalho”, disse Cosme Paulino.

O superintendente da Infraero em João Pessoa, Alexandre Oliveira, afirmou nesta sexta-feira que a decisão do TST dá mais tranquilidade ao funcionamento do Aeroporto Castro Pinto. Ele disse ainda que o movimento grevista não trouxe nenhum transtorno aos passageiros.

“Os planos que implementamos, como o efetivo de contingente e o apoio dos trabalhadores terceirizados foram fundamentais para a manutenção da normalidade no Castro Pinto. Com a decisão da Justiça, mesmo que a greve não acabe, a tendência é de que o risco de transtornos chegue a um risco zero”, pontuou Alexandre Oliveira.
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