Aeroportos: Infraero investe R$ 35 milhões no Santos Dumont

Principais obras incluem aumento da sala de embarque e reforma no pátio de aeronaves
Funcionários trabalham em obra no terminal (Foto:O Globo / Daniela Dacors).
 Rio de Janeiro – A Infraero está investindo cerca de R$ 35 milhões no Santos Dumont, em obras para garantir mais conforto ao passageiro e segurança de operações. As intervenções vão desde a ampliação das salas de embarque até obras no pátio de aeronaves.
A mudança mais visível será a ampliação da sala de embarque no térreo de 474,6 m² para 541,7 m². Hoje, existem 12 portões de embarque: oito no primeiro andar, com acesso direto à aeronave por meio de fingers (passarelas que conectam o terminal ao avião), e quatro no térreo, de onde os passageiros partem em micro-ônibus, o chamado embarque remoto.
Isso será possível com a retirada de um blindex que separa a sala de embarque de uma área que funciona como passagem, elevando o total de portões de embarque para 14 até o fim do ano. Assim, as companhias aéreas poderão realizar mais embarques concomitantemente, permitindo melhor distribuição de voos. Os horários nobres (de manhã cedo e no fim da tarde) estão lotados. O número de voos por hora no Santos Dumont é limitado a 44, por questões de segurança.
“Qualquer autorização tem de respeitar limites de ruído (as rotas passam por áreas residencias) e de controle do tráfego aéreo” frisa o superintendente regional da Infraero no Rio, André Luis Marques de Barros.
Película em vidros contra o calor
No primeiro andar, os blindex que separam a área de embarque da área de desembarque serão removidos, facilitando as conexões. Além disso, o passageiro que desembarca no terminal terá mais facilidade de acesso a lojas e terminais, localizadas na área de embarque. A retirada dos blindex, que será concluída até o fim do ano, custará R$ 260 mil.
A Infraero fará licitação este mês para aplicação de uma película nas vidraças do aeroporto, estimada em R$ 2 milhões. Em dias de calor intenso, a temperatura do lado de fora do vidro chega a 84°C. 
As paredes de vidro são uma determinação do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), que tombou o terminal de desembarque do Santos Dumont, em 1998. Assim, a vista a partir da Baía da Guanabara para o terminal tem de ser preservada, bem como a vista do prédio para a Baía.
“Já mexemos na parte elétrica do sistema de ar-condicionado, já substituímos equipamentos de refrigeração e vamos colocar essa película. Estamos fazendo tudo para que o verão de 2013 não seja igual ao de 2012” diz Barros, que assumiu o cargo em janeiro, em referência à pane do sistema de refrigeração no ano passado.
O pátio também será reformado por R$ 32,8 milhões. Ele foi projetado entre as décadas de 1940 e 1950 para receber aeronaves como o Electra e o DC-4, cujo peso médio era de 40 toneladas. Aviões como o 737 e o A320 têm peso médio de 70 toneladas. Além disso, o perfil e a quantidade de veículos que circulam na área para apoiar as operações mudaram, o que agrava o desgaste do pavimento.
As obras servirão anda para corrigir erros cometidos em obras recentes. Uma das intervenções será na taxiway “J”, uma pista auxiliar para taxiamento dos aviões. Ela passou por obras para receber o Jogos Pan-Americanos de 2007, mas um trecho da pista estava afundando.

Fonte: O Globo

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